Camisa Oficial

A camisa da Seleção canarinho

Poucas seleções no mundo têm uma identificação tão forte com uma cor de camisa como é o caso da Seleção brasileira com a sua camisa amarela (o único caso comparável é o da Itália e sua camisa azzurra).

Mas será que a Seleção sempre vestiu essa camisa amarelo-canário?

O desenho ao lado mostra o uniforme utilizado pela seleção nas copas de 1930 e 1934. O Brasil jogou apenas duas partidas em 1930 e apenas uma partida em 1934; por isso, não houve necessidade de se utilizar um segundo uniforme.

Na Copa de 1938, o Brasil, com Leônidas da Silva, jogou seis partidas. Logo na primeira partida, contra a Polônia, o Brasil estreou o segundo uniforme em Copas do Mundo.

Esse segundo uniforme tinha tanto a camisa como o calção azul, como mostra a imagem à esquerda. Veja-se que as cores predominantes eram branco e azul, com o amarelo presente apenas discretamente no distintivo da CBD.

E veio a Copa de 1950. O Brasil jogou com dois novos uniformes, ambos com predominância de branco e azul. O conjunto com camisa branca e calção azul foi usado apenas uma vez, na partida contra a Suíça; na final contra o Uruguai, o Brasil jogou com o uniforme todo branco.

A derrota para o Uruguai foi tão traumática que a CBD mudou tudo o que foi possível na seleção (poucos jogadores da Copa de 1950 estavam presentes no time de 1954, mesmo jogadores consagrados como Ademir de Menezes, Zizinho, Jair da Rosa Pinto e outros); e a camisa da seleção brasileira também passou por essa transformação.

Foi aí que nasceu a camisa amarelo canarinha.

Em 1953, o jornal carioca Correio da Manhã promoveu um concurso para escolha da nova camisa da seleção. O único critério imposto era que a camisa deveria ter todas as cores da bandeira do Brasil.

Entre 201 participantes, o vencedor do concurso foi um jovem desenhista, então com 18 anos, chamado Aldyr Garcia Schlee; o prêmio foi o equivalente a R$ 20 mil. Aldyr carregou no amarelo da camisa, com detalhes em verde no distintivo, calção azul e meias brancas.

A camisa encantou os brasileiros, inclusive os dirigentes da CBD, que queriam se livrar de qualquer coisa associada a 1950. A CBD oficializou o uniforme para a Copa de 1954, e o Brasil o utilizou nas três partidas que disputou.

Em 1958, o Brasil venceu a Copa vestindo a camisa amarelinha em cinco das seis partidas; apenas na final contra a Suécia foi utilizado o uniforme azul. A partir de então, o vitorioso Brasil passou a ser associado à camisa amarelinha. E é por isso que até hoje a camisa canarinho é uma das mais temidas no mundo.

Camisas 10 da Seleção Brasileira em Copas do Mundo

A camisa 10 da Seleção Brasileira de futebol é uma das mais prestigiadas do time e, por conseqüência, do mundo.

Vale lembrar, por isso, quais foram os jogadores que mereceram a honra de vergarem essa camisa nas Copas do Mundo, a mais importante das competições futebolísticas.

Até a Copa de 1950, as camisas não eram numeradas. Fica a pergunta: quem vestiria o número 10, se as camisas fossem numeradas, e se essa camisa fosse destinada ao melhor jogador do time? O miolo de ataque do Brasil era Zizinho, Ademir de Menezes e Jair da Rosa Pinto. Difícil responder, fica a critério dos leitores dar sua sugestão.

O primeiro jogador a vestir a camisa 10 da Seleção em uma Copa foi Pinga (José Lázaro Robles), então jogador do Vasco da Gama; esse primeiro jogo foi na Copa da Suíça, em 1954, contra o México. O Brasil venceu por 5 a 0, e Pinga marcou dois gols.

Em 1958, 1962, 1966 e 1970, a camisa 10 teve um só dono: Pelé. E por que foi de Pelé? Até pouco antes do primeiro jogo contra a Áustria, ninguém da CBD entregou à FIFA a relação com a numeração dos jogadores; foi então que um funcionário qualquer da FIFA escolheu aleatoriamente números para todos os jogadores. É por isso que a numeração ficou um tanto fora do convencional: o goleiro Gilmar recebeu o número 3 (o número 1 ficou com Castilho, goleiro reserva), o ponta-esquerda Zagallo recebeu 7, o ponta-direita Garrincha recebeu 11, Didi recebeu 6.

Nessa situação, quis o destino que Pelé, que sequer era titular (ele estreou na Copa apenas na terceira partida, contra a União Soviética), recebesse a camisa 10. Foi a partir de então que se passou a associar a camisa 10 com a imagem do melhor jogador do time.

Na Copa de 1974, Rivelino (que vestira 11 na Copa de 70, mas sempre vestira 10 no Corinthians) herdou a camisa de Pelé. Rivelino vestiu a 10 também em 1978 (mas, contundido, jogou apenas a primeira partida).

Em 1982, a camisa 10 foi para Zico (que vestira a 8 em 1978). Em 1986, Zico manteve a camisa.

Em 1990, com a Seleção sob o comando do medíocre Sebastião Lazaroni, a camisa 10 foi para o medíocre Silas, que fez nome jogando pelo São Paulo e à época da Copa jogava em Portugal. O Brasil fez apenas quatro partidas naquela Copa; Silas jogou em três, e em todas elas entrou quando faltavam menos de dez minutos para o final.

Em 1994, o número 10 foi Raí, que estava em grande fase no São Paulo, mas não rendeu todo o potencial na Copa e foi substituído em várias partidas.

Em 1998 e 2002, a camisa 10 foi para Rivaldo.

Finalmente, em 2006, a camisa 10 foi usada por Ronaldinho Gaúcho.

Em 1978

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