A camisa 10 da Seleção Brasileira de futebol é uma das mais prestigiadas do time e, por conseqüência, do mundo.
Vale lembrar, por isso, quais foram os jogadores que mereceram a honra de vergarem essa camisa nas Copas do Mundo, a mais importante das competições futebolísticas.
Até a Copa de 1950, as camisas não eram numeradas. Fica a pergunta: quem vestiria o número 10, se as camisas fossem numeradas, e se essa camisa fosse destinada ao melhor jogador do time? O miolo de ataque do Brasil era Zizinho, Ademir de Menezes e Jair da Rosa Pinto. Difícil responder, fica a critério dos leitores dar sua sugestão.
O primeiro jogador a vestir a camisa 10 da Seleção em uma Copa foi Pinga (José Lázaro Robles), então jogador do Vasco da Gama; esse primeiro jogo foi na Copa da Suíça, em 1954, contra o México. O Brasil venceu por 5 a 0, e Pinga marcou dois gols.
Em 1958, 1962, 1966 e 1970, a camisa 10 teve um só dono: Pelé. E por que foi de Pelé? Até pouco antes do primeiro jogo contra a Áustria, ninguém da CBD entregou à FIFA a relação com a numeração dos jogadores; foi então que um funcionário qualquer da FIFA escolheu aleatoriamente números para todos os jogadores. É por isso que a numeração ficou um tanto fora do convencional: o goleiro Gilmar recebeu o número 3 (o número 1 ficou com Castilho, goleiro reserva), o ponta-esquerda Zagallo recebeu 7, o ponta-direita Garrincha recebeu 11, Didi recebeu 6.
Nessa situação, quis o destino que Pelé, que sequer era titular (ele estreou na Copa apenas na terceira partida, contra a União Soviética), recebesse a camisa 10. Foi a partir de então que se passou a associar a camisa 10 com a imagem do melhor jogador do time.
Na Copa de 1974, Rivelino (que vestira 11 na Copa de 70, mas sempre vestira 10 no Corinthians) herdou a camisa de Pelé. Rivelino vestiu a 10 também em 1978 (mas, contundido, jogou apenas a primeira partida).
Em 1982, a camisa 10 foi para Zico (que vestira a 8 em 1978). Em 1986, Zico manteve a camisa.
Em 1990, com a Seleção sob o comando do medíocre Sebastião Lazaroni, a camisa 10 foi para o medíocre Silas, que fez nome jogando pelo São Paulo e à época da Copa jogava em Portugal. O Brasil fez apenas quatro partidas naquela Copa; Silas jogou em três, e em todas elas entrou quando faltavam menos de dez minutos para o final.
Em 1994, o número 10 foi Raí, que estava em grande fase no São Paulo, mas não rendeu todo o potencial na Copa e foi substituído em várias partidas.
Em 1998 e 2002, a camisa 10 foi para Rivaldo.
Finalmente, em 2006, a camisa 10 foi usada por Ronaldinho Gaúcho.
Em 1978